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22 de ago de 2011

Dia do Psicólogo


27 de agosto de 1962, dia da regulamentação da profissão de Psicologia no Brasil

o que vamos comemorar?

ok, ainda temos algumas coisas... é uma linda profissão! Adoro o que faço. Não me arrependo da escolha que fiz. Mas sempre brinco dizendo que psicólogo não enriquece kkk

mas, o conhecimento, este é um vasto universo, muito especial.

mas, enquanto reconhecimento social, estamos longe...

e aí, por onde vamos?

colegas?

Insensato Coração


Sei que tenho ficado dias, meses sem escrever... e hoje, para atualizar, ainda quero mencionar a novela, tão comentada, que acabou de encerrar dias atrás na rede Globo de Televisão. Uma trama bem elaborada, deixou muita gente paralizado diante da TV, esperando pra ver o final.

Para quem se interessa pelo universo da psicopatia, este foi um grande personagem construído.

http://insensatocoracao.globo.com/personagens/

Discussões sobre grades

Prisões.

Existem diversas questões no âmbito da prisão, que necessitam de constantes discussões e reflexões. Penso que todo o discurso da falência das prisões diante de alguns objetivos, sempre volta. No Brasil, a Execução da Pena prevê tratamento penal, no qual se inclui oportunizar a pessoa presa, os demais direitos enquanto pessoa. Da assistência material, jurídica, à saúde, social, entre outras, das oferta de trabalho e estudo, toda uma equipe trabalha pensando na previsão de um Plano de Tratamento Individualizado. E toda uma equipe de funcionários trabalha para que esta aconteça, entretanto, inúmeras são as dificuldades encontradas na realização destas. Além de carências estruturais, materiais, e de recursos humanos, ainda contamos com fatores subjetivos que interferem na realização das mesmas. O sistema não oferece vagas para que todos os presos trabalhem e estudem, e tenham acesso ao que se idealiza. É necessário classificar o preso, estabelecer critérios, levando-se em conta os planos individualizados, para “escolher” de quem será a vaga. Critérios como data de entrada, de bom comportamento, tempo de pena, entre outros, são discutidos. O sistema encontra dificuldades como: aquele que se encontra preso, cometeu o crime de estupro, e é tratado como “seguro”, com celas separadas, convívio separado... aquele que tem uma pena muito alta, por exemplo, infere-se que tenha mais predisposição à fuga, e assim o sistema constrói seus mitos. A pessoa que cometeu estupro, também precisa estudar, aquele que tem uma pena alta, passará anos sem atividade? E por aí vai. Como resolver esses dilemas, tendo um sistema que seleciona os melhores dos piores? Tratamento igual? Ilusão? E isso é claro, vai além do entendimento e desejo de qualquer funcionário. O sistema exclui. O sistema seleciona. Certo ou errado? Não é possível julgar. Presos e funcionários vivem uma mesma armadilha do sistema. O Ministério da Justiça prega valores humanitários. O sistema é cruel. O dia-a-dia das prisões é cruel.
O sistema tenta o melhor tratamento, com as melhores condições. Ainda é restrito. Os que são eleitos os “melhores”, são os considerados mais fáceis de conviver, que oferecem menos riscos na análise de segurança da população em geral, e, é claro, do próprio sistema. E os que são eleitos os piores? Como ficam? Os melhores, podem estudar, trabalhar, conviver... riscos reduzidos. E os outros? O sistema pensa em grades como solução, para oferecer atividades para uma quantidade maior de pessoas presas. Assim, todos os funcionários estarão correndo menos riscos. A grade já existe na prisão, e nossa sociedade ainda não sabe como seria estabelecer uma pena sem ela. Penas alternativas são pensadas. Possibilidades? Vamos descobrir, re-discutir, experimentar. De volta às grades internas: grades nos locais destinados à atividades laborativas, grades nas salas de atendimento, grades nas salas de aula.
Fico pensando em como trabalhar com mais e mais grades, que produzem internamente significações e interpretações acerca do mundo e do próprio indivíduo.
Meu olhar, enxerga, a separação daqueles que tem que cumprir sua pena, sua dívida com a sociedade, este de fato precisa então cumprí-la (embora talvez nem todos precisem desse espaço). Se o afastamento, o isolamento desta pessoa dos demais é necessária, seja para proteção dos demais, ou qualquer outro fim, se justifica, o sistema jamais deve se esquecer de que este retorna. Não temos prisão perpétua nem pena de morte no Brasil. Aquele que cumprir sua pena, um dia retornará ao convívio. Ainda não sabemos como tratá-lo. Somos antagônicos em muitas ações.
As grades reforçam a periculosidade daquele que cumpre sua pena. Fico pensando nas questões subjetivas: como este se sente do outro lado da grade? Elas são mesmo necessárias para “alguns” (eleição dos bons e maus novamente). Sim, existem muitos que oferecem risco. Alguns de fato precisam do controle externo, pois seu superego não dá conta de conter sua impulsividade ou seu desejo, se sobrepondo aos anseios coletivos. E para os outros? Não são mesmo capazes de convívio? Mas também penso : como pode este sistema pretender “tratar”? se o trata como perigoso? Se isto é reforçado na própria prisão? Como pode pretender “reformar”, “reabilitar”, “ressocializar”, “reintegrar” alguém, se não acredita que este pode conviver sem grades dentro da prisão? Não pode caminhar sem algemas nos pés? Não pode caminhar sem algemas nas mãos? Não pode ir para um atendimento sem parlatório, sem grade? São então todos iguais? Todos habitam o imaginário da monstruosidade e da crueldade? E Nenhum merece mesmo conviver? Sim, vamos nos posicionar à favor das grades. Ilusão de proteção.
Ironias do sistema. Estamos todos encadeados.

Por Karine Belmont Chaves.
Em 22/08/11, após uma reunião de CTC.



No site da ESEDH – PR (Escola de Educação em Direitos Humanos - antiga ESPEN) onde participei de um Fórum de Discussões “As Grades e a Educação” (com outros funcionários – acesso restrito), onde participei de uma discussão. Fui verificar se meus pensamentos se modificaram, e olha o que encontrei:


Enviado em: 16/07/2009 09:33
Mensagem: Fantástico que se fale sobre o tema. A educação dentro do sistema penal é imprescindível. Não resisti, principalmente por tocarem na questão das grades. Sou psicóloga e trabalho na PEF. Aqui desenvolvemos atividades em grupo também, além dos atendimentos individuais (se é que podemos assim dizer dos atendimentos realizados em parlatório). Utilizamos as salas de aula às sextas-feiras, quando os professores não a utilizam. Em 2003 fui refém num desses grupos. Apesar disto, continuamos trabalhando, e ainda não colocaram as grades nesta unidade, mas sei que já solicitaram e será uma questão de tempo para que ela chegue. Vejo o sistema como um espaço sim, de risco, é de sua natureza. Mas também hoje é um espaço de possibilidades, afinal, por que falamos em tratamento penal? Se pensarmos no risco como foco, esquecemos das possibilidades. O desafio é possibilitar um espaço de intervenção (educacional, terapêutica...) com segurança, para todos os funcionários. Poderiam pensar em viabilizar as atividades através de um número maior de agentes, por exemplo, mas a solução que buscam é colocar grades entre o professor/ técnico e os alunos/presos. Mais simples. O velho dilema de encontrar um meio de "punir" e "tratar" ao mesmo tempo. Tenho uma visão muito humana do trabalho, é próprio da formação. E como não ousar na prisão? Aqui é o lugar de experimentar. Primeiro aqui deve ser capaz, para depois voltar ao convívio social. Claro que com prudência, como disse uma colega acima. Claro que fazendo uma seleção adequada do perfil dos presos que irão para estas atividades, diminuindo os riscos de eventos complicadores, como disse outra. Como querem que a sociedade os receba, como querem que sejam reintegrados, se os próprios fncionários não acreditam, não lhe abrem possibilidades, de, mesmo com precauções, conviver, estudar, se relacionar, se comportar de acordo com as regras? O sistema ainda tem muito a crescer...de fato. Mas paranebizo o espaço de troca e reflexão.


“Se você tem planos para um ano,
plante trigo ou arroz;
Se você tem planos para dez anos,
plante árvores;
Mas se você tem planos para a vida inteira,
plante pessoas.”
Provérbio chinês


Semana Acadêmica UNIFOZ



Semana passada, de 13 a 18/08, foi realizada a Semana Acadêmica da UNIFOZ, com o tema: FORMAS DE VIOLÊNICA, contou com a participação de alunos, professores e convidados, com discussões importantes sobre a temática.

Se alguém quiser contribuir com fotos e textos, fiquem à vontade...

valeu!

Vou ver se anexo meu artigo sobre violência e agressividade.