Visitantes

contador grátis

14 de dez de 2011

Aos colegas do grupo SEJU/ Facebook .

Caros colegas da SEJU, mais especificamente do DEPEN,

O grupo surgiu por uma ideia simples, de ter um espaço de encontro virtual, de troca, de diálogo, que hoje a tecnologia pode nos oferecer, visto que temos poucas oportunidades concretas de encontro, em reuniões e capacitações ofertados pela nossa secretaria, e é possível compreender, que mesmo com lideranças bem intencionadas, temos um complexo sistema que envolve política, demanda recursos, e dentro disso, é claro, a atribuição de valor para que ações sejam feitas.
Me surpreendi, e continuo me surpreendendo, com o número expressivo de pessoas que tem se reunido aqui, muitas vezes por curiosidade apenas, mas que acabam por compartilhar suas realidades (se não única), suas angústias e suas vitórias. Muitos observam, alguns se colocam, partilham, contribuem, criticam, e esse espaço ( assim acontece com o funcionamento dos grupos não-dirigidos) toma sua forma de modo espontâneo, e a gestalt acontece pela compreensão da junção das partes, e esse todo se revela, nessa imagem que vai se compondo, pra nós, e para o outro. O que revela, é que existem pessoas que tem ao menos uma afinidade: somos servidores públicos, partes do corpo da SEJU. E que parte significativa somos, quando nos unimos!
Além das nossas condições específicas de servidores, inseridos em cargos com atribuições específicas (agentes de execução, agentes profissionais e agentes de apoio), não só podemos aqui compartilhar nossas carências, necessidades intrínsecas do trabalho (como suas condições, falta de recursos, estrutura, equipamentos, ferramentas, etc, e a importante remuneração), também encontramos aqui espaço para dialogar sobre o sistema penitenciário como um todo : as dificuldades e limitações inerentes á prisão, e suas possibilidades. Ao ouvir o outro , podemos conhece-lo e reconhece-lo. Ao nos posicionarmos (e mesmo a postura de retraimento ou reserva), também nos revelamos, e nos deixamos conhecer e reconhecer. Reconhecimento é algo almejado pelo ser humano. Que bom existir no mundo, e que bom existir no outro! Saber que ocupamos um lugar neste universo, que somos parte de algo. Bom ás vezes pensar, se sentir ouvido, saber como o outro pensa... assim temos e criamos parâmetros constantemente. Veja como a vida é dinâmica!
E neste grupo, vamos encontrando diversas personalidades. Que em algumas características uns se identificam mais com uns, que com outros. E aqui também consideramos o processo de identidade (...). Observamos neste grupo, neste espaço limitado (com inúmeras possibilidades, olha que ironia!), diferentes pessoas. Uns mais novos, uns mais velhos. Uns iniciando uma atividade profissional, outros no meio dela, outros no final de sua trajetória. Uns mais estudados, outros menos. E não menos inteligentes. Uns, mais dedicados, envolvidos, comprometidos, outros menos. E não menos importantes. Todos partes essenciais para que o projeto aconteça. Veja que, mesmo quando o outro parece não corresponder ao que desejamos ou idealizamos, mesmo em número, sentimos falta de um componente da equipe. Somos necessários, e também precisamos do outro. Então, penso que excluí-lo não é uma boa opção. Ao nos depararmos com uma pessoa, pensamos sobre ela, mesmo que rapidamente, e irresistivelmente, a julgamos. Elegemos dentro dos nossos parâmetros, um lugar pra ela, dentro da nossa escala de valor pessoal. Quando o outro nos parece muito diferente, o julgamento ocorre de forma mais dura, e muitas vezes o afasta de nós. Tem coisas, e também pessoas, que rejeitamos. E nossa sociedade está mesmo cheia de estigmas. E nós também os reproduzimos, dentro e fora de nós. Ao acolher, ou isolar. Podemos considerar este um processo natural, afinal, somos humanos, e isso ao que parece, faz parte de nossa cultura.
Uns são eleitos melhores, outros piores. Uns legais, outros chatos, uns competentes, outros incompetentes. E afinal, o que ganhamos com isso? Me pergunto constantemente. Me cobro. Me vejo reproduzindo, afinal, humana. Faço críticas (e talvez como essa agora, mesmo que pretenda parecer reflexão). E entendemos a necessidade de transformação. Ah, mudanças não são fáceis! Mudar, repensar, reconhecer. Difícil. Pra uns, infelizmente, às vezes mais do que pra outros. E tarefa maior ainda, é aceitar. Ok, talvez, e por vezes melhor, compreender.
Todos aqui, bem como fora, tem uma identidade. Uma história construída, por suas vivências. E essas compõem muito do que somos, bem como ajudam a compor nossa visão de mundo. Uns, mais otimistas, uns mais pessimistas, uns mais rígidos, outros mais flexíveis. Eu costumo observar, e quantas vezes erro no meu julgamento. E aprendi que quando ouvimos o outro, podemos compreender melhor a sua história. Talvez aceita-la seja de fato mais difícil, pois aceitar implica em aprovar de algum modo. Mas compreender é um processo mágico. Compreender o que o outro diz, porque diz, o que viveu, o que espera do mundo, nos faz mesmo entender. Aí temos aprendizado. Condição humana. Todos temos imperfeições.
E será que podemos nos achar mesmo melhor do que os outros? Ok, auto-estima é importante. Mas, acho grave, quando precisamos desqualificar o outro, para nos sentirmos melhor. Não dá pra gostar da gente, sem precisar ver o outro por baixo? É um exercício difícil mesmo. Não dá pra gostar do outro, ou simplesmente conviver, se este é tão diferente do que gostaríamos que fosse? É mesmo difícil.
Pensamos que nossas opiniões e nosso conhecimento são bons e suficientes. Sabe a frase que mais gosto na vida? (ou uma das): “Quanto mais sei, mais sei que nada sei”, de Sócrates. Quantas vezes fiz enfrentamentos, achando, considerando que eu estava certa, acreditando que o conhecimento que eu tinha me permitia dizer, e, depois de um tempo, a vida me apresentou coisas que me fizeram refletir, ou mesmo descobrir algo que eu não tinha visto, lido ou pensado, e tive que reconhecer que o outro estava certo. E o mais incrível? É que podemos estar certos ao mesmo tempo! Muitas vezes considerando que o parâmetro de análise que tenho, me permite uma visão, e que o outro, dentro do que ele sabe, e do que lhe foi apresentado do universo, também tem suas razões. Veja que a ciência reconhece que não existe verdade absoluta. As pesquisas compreendem suas limitações, e muitas vezes a necessidade de complementariedade.
Nossa, muitos devem ter cansado já das reflexões filosóficas. O que quero partilhar, são meus sentimentos e minhas análises. Entendendo que elas podem não ser absolutas. Me alegro, pelo encontro, pelo contato com tanta gente que vive um lugar comum, de servidores da SEJU, mas também me entristeço, quando vejo tanta gente desqualificar o outro. Vamos adiante.
Posso entender que o outro utiliza palavras hostis, “palavrões”, e pode ter aprendido como estratégia, recurso pra viver, extravasar sua raiva, seu descontentamento, ou mesmo se divertir(...).
Pergunto internamente, e constantemente, por que é necessário desvalorizar, desqualificar, ofender, humilhar, desrespeitar o outro, para sentir bem, para assegurar seu discurso, suas idéias e opiniões, para se afirmar no mundo?
Posso compreender nossa humanidade. Também assim me reconheço. Faço, julgo, exagero, erro, discordo. Pondero, considero, repenso, reconheço. E a grandiosidade, pra mim, é poder viver. Poder dialolgar, descobrir e tentar melhorar.
E não fazemos isso sozinhos. Então, grupo, todos tem um lugar, e um papel. Melhor agregar, que distanciar. Veja que bonita conquista de uma classe. Em nome de uma classe. Muitos se uniram, muitos participaram, muitos apoiaram.
O sindicato é bom ou ruim? Depende de que aspecto e em que momento se observa. Depende do quando somos capazes de enxergar. Se o que se pretende é perfeição e absoluta sintonia, então, de fato, não veremos nada que nos satisfaça. Não conheço a grande maioria dos componentes deste sindicato. Nem dos anteriores. Mas acredito que todos contribuem e tem um papel na história, até para nos mostrar que caminhos não podemos seguir, pelos erros cometidos, pelas vitórias não atingidas. Ah, concretizar nosso desejo depende de uma infinidade de questões. Não simplesmente de algumas pessoas. É toda uma representação, é todo um momento favorável, é todo um caminho percorrido, onde outros possivelmente estiveram, e outros estarão. Somos transitórios. Não somos insubstituíveis, no sentido de que outros podem ocupar nossos espaços, e muitas vezes podem fazer pior, ou melhor que nós. O mundo continuará caminhando.
Um segunda frase que adoro:
“Somos prontos pra nos defender, quando somos atacados, mas somos inofensivos, quando somos elogiados” (Sigmund Freud) .

Pense na amplitude disso! Em todas as nossas relações! Não podemos ser melhores? Ter e ver o melhor do outro? Ah, de fato não é fácil resistir a responder, desafiar, quando a gente se indigna, quando algo nos fere, quando somos agredidos... sim, nos defendemos. Mas, podemos reagir de modo mais pró-ativo? Podemos obter o melhor o outro? Podemos aprender juntos, com as diferenças.
Ah, não vou resistir a responder, já que podemos “prever” que alguns dirão: mas você nem é agente penitenciária? Sim, de fato não sou, você está certo. O que mais ouvimos no sistema é: “vocês nem sabem que o acontece dentro da cadeia!”, “vocês não sabem o que é cadeia!”, “vocês não sabem quem é o preso!" Como se de fato, qualquer pessoa não pudesse, ou fosse capaz de aprender e conhecer sem ser através da própria pele, através dos próprios olhos e ouvidos. Assim, não conheceríamos, ou seríamos capazes de aprender mesmo nada sobre o mundo, ou qualquer pessoa. Um delicioso exercício é se colocar no lugar do outro. Então, quero dizer, que nos considero colegas, não inimigos, e podemos acrescentar ao outro, quando dialogamos.
Quero dizer que os admiro pelo trabalho que desenvolvem, e isso também não quer dizer que eu concorde com tudo que fazem, e que também eu esteja certa nas minhas opiniões, desejo apenas, que elas possam ser colocadas para reflexão, assim como reflito quando escuto algo, de alguém que pode (tem todo o direito) de pensar diferente de mim. E vou respeitá-lo do mesmo jeito. Também não concordo com várias coisas no mundo, com várias coisas, da prisão, do sistema, ou da política criminal do Brasil e também com muitas das diretrizes do nosso estado. Mas tenho que respeitá-las.
Não vou ainda resistir a dizer (talvez graves julgamentos!), que acho horrível chamar aquele que se encontra preso de “ladrão” (reafirmando muitas vezes sua condição ou estigma), que acho triste que agentes utilizem as gírias dos presos (pois vocês são modelos e não eles a serem copiados), que acho desnecessário o uso abusivo de algemas (e lá retomem a grande polêmica), pois compreendo que casos específicos a requerem, e que já que a prisão se tornou espaço de tratamento penal, nossa função é trabalhar com essas pessoas pensando que elas retornarão ao convívio, então, considerando algumas exceções (“periculosidade”), precisamos aprender e ensinar ou permitir àquele que se encontra preso a conviver no micro espaço da prisão, para mostrar que é capaz de viver fora, e não fazer o jogo ilógico de encadear, encadear, e depois, um belo dia, “bota na rua”! Na prisão, não pode andar sozinho, não pode conviver, mas fora, “dane-se”, não é nossa responsabilidade. O papel do agente penitenciário é muito mais do que “abrir e fechar cadeado”!
Sei dos riscos da minha fala, sei que cometo erros, e penso também através do outro. E este é o risco de compartilhar. Mas ainda acredito que posso aprender.
Trabalho na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu praticamente desde inauguração em 2002 (quase 10 anos, o que pode ser pouco pra alguns e muito pra outros). Passei por terceirização, teste seletivo (PSS) e passei em concurso público. Fui refém e sobrevivi, sem revoltas, mas mais realista. Acho apaixonante os desafios de trabalhar na prisão, e talvez me aposente no sistema, se eu sobreviver até lá. Dou aulas de Psicologia Jurídica em faculdades particulares e na escola da magistratura, falando e pensando sobre o sistema, onde me comprometo com leituras e aprendo com os que escreveram e/ou viveram a prisão, dividindo reflexões. E quanta coisa a pensar sobre a prisão, a criminalidade, as relações sociais, as relações de poder, as complexas relações humanas!
E, também, posso dizer que conheço um pouquinho mais, só um pouquinho mais, da vida de um agente penitenciário, pois sou casada com um! (e os homens se confidenciam mais entre si, do que as mulheres, e fofocam menos que as mulheres, e preservam mais sua classe do que as mulheres!) E, considerem, Ricardo e eu divergimos em muitos pontos, pensamos de modo diferente sobre muitas coisas, e mesmo assim, podemos conviver e nos respeitar, e quem sabe até, nos acrescentar!

Agradeço imensamente pela possibilidade de estar aqui, compartilhando com vocês (sejam agentes penitenciários, advogados, médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, assistentes sociais, professores, técnicos administrativos, etc), torcendo sempre pelo desenvolvimento humano, profissional e social.

1 de dez de 2011

"Temas criminológicos contemporâneos em perspectiva comparada"




A AMAPAR - Associação dos Magistrados do Paraná, promoveu nos dias 24 a 26 de novembro de 2011, o encontro sobre "Temas criminológicos contemporâneos em perspectiva comparada". Abordando assuntos como política de drogas, prisão, crimes ambientais e violência doméstica.

Foi fantástico compartilhar este momento de discussão, onde juízes e desembargadores trouxeram a experiência de uma visita realizada em Hamburgo na Alemanha. Depois de um grande horror social advindo das guerras, a Alemanha apresenta exemplos de políticas sociais com base no respeito à dignidade humana, e que podem servir de reflexão para possíveis políticas de desenvolvimento em nosso país. Claro, não é possível copiar, visto que se trata de um país com grandes diferenças do nosso, mas como conseguiram controle da criminalidade, do tráfico? como reduziram a população carcerária e o número de violências? Como tratam a questão dos abusadores de drogas? Boas discussões! Muito bom partilhar! O convite foi feito por eles à vários políticos, deputados, e nenhum compareceu, para pensar em questões tão importantes.

Excelente ver um debate de questões complexas, que demandam ações interdisciplinares. Muitos representantes da Secretaria de Justiça e Segurança estavam presentes.

10 de set de 2011

187


One Eight Seven... 187 - O Código.
Um filme de 1997. Antigo. Mas com um tema super atual. A violência nas escolas. Esfaqueado por um aluno, depois de um tempo para recuperação física, um professor retorna a lecionar, em outra escola, mas que está também envolta de violência, com o domínio de ganges e ao convívio com pessoas que respondem à justiça. Inclusive um dos alunos usa pulseira do monitoramento eletrônico, discussão também muito atual no Brasil.

Vale a pena registrar.

22 de ago de 2011

Dia do Psicólogo


27 de agosto de 1962, dia da regulamentação da profissão de Psicologia no Brasil

o que vamos comemorar?

ok, ainda temos algumas coisas... é uma linda profissão! Adoro o que faço. Não me arrependo da escolha que fiz. Mas sempre brinco dizendo que psicólogo não enriquece kkk

mas, o conhecimento, este é um vasto universo, muito especial.

mas, enquanto reconhecimento social, estamos longe...

e aí, por onde vamos?

colegas?

Insensato Coração


Sei que tenho ficado dias, meses sem escrever... e hoje, para atualizar, ainda quero mencionar a novela, tão comentada, que acabou de encerrar dias atrás na rede Globo de Televisão. Uma trama bem elaborada, deixou muita gente paralizado diante da TV, esperando pra ver o final.

Para quem se interessa pelo universo da psicopatia, este foi um grande personagem construído.

http://insensatocoracao.globo.com/personagens/

Discussões sobre grades

Prisões.

Existem diversas questões no âmbito da prisão, que necessitam de constantes discussões e reflexões. Penso que todo o discurso da falência das prisões diante de alguns objetivos, sempre volta. No Brasil, a Execução da Pena prevê tratamento penal, no qual se inclui oportunizar a pessoa presa, os demais direitos enquanto pessoa. Da assistência material, jurídica, à saúde, social, entre outras, das oferta de trabalho e estudo, toda uma equipe trabalha pensando na previsão de um Plano de Tratamento Individualizado. E toda uma equipe de funcionários trabalha para que esta aconteça, entretanto, inúmeras são as dificuldades encontradas na realização destas. Além de carências estruturais, materiais, e de recursos humanos, ainda contamos com fatores subjetivos que interferem na realização das mesmas. O sistema não oferece vagas para que todos os presos trabalhem e estudem, e tenham acesso ao que se idealiza. É necessário classificar o preso, estabelecer critérios, levando-se em conta os planos individualizados, para “escolher” de quem será a vaga. Critérios como data de entrada, de bom comportamento, tempo de pena, entre outros, são discutidos. O sistema encontra dificuldades como: aquele que se encontra preso, cometeu o crime de estupro, e é tratado como “seguro”, com celas separadas, convívio separado... aquele que tem uma pena muito alta, por exemplo, infere-se que tenha mais predisposição à fuga, e assim o sistema constrói seus mitos. A pessoa que cometeu estupro, também precisa estudar, aquele que tem uma pena alta, passará anos sem atividade? E por aí vai. Como resolver esses dilemas, tendo um sistema que seleciona os melhores dos piores? Tratamento igual? Ilusão? E isso é claro, vai além do entendimento e desejo de qualquer funcionário. O sistema exclui. O sistema seleciona. Certo ou errado? Não é possível julgar. Presos e funcionários vivem uma mesma armadilha do sistema. O Ministério da Justiça prega valores humanitários. O sistema é cruel. O dia-a-dia das prisões é cruel.
O sistema tenta o melhor tratamento, com as melhores condições. Ainda é restrito. Os que são eleitos os “melhores”, são os considerados mais fáceis de conviver, que oferecem menos riscos na análise de segurança da população em geral, e, é claro, do próprio sistema. E os que são eleitos os piores? Como ficam? Os melhores, podem estudar, trabalhar, conviver... riscos reduzidos. E os outros? O sistema pensa em grades como solução, para oferecer atividades para uma quantidade maior de pessoas presas. Assim, todos os funcionários estarão correndo menos riscos. A grade já existe na prisão, e nossa sociedade ainda não sabe como seria estabelecer uma pena sem ela. Penas alternativas são pensadas. Possibilidades? Vamos descobrir, re-discutir, experimentar. De volta às grades internas: grades nos locais destinados à atividades laborativas, grades nas salas de atendimento, grades nas salas de aula.
Fico pensando em como trabalhar com mais e mais grades, que produzem internamente significações e interpretações acerca do mundo e do próprio indivíduo.
Meu olhar, enxerga, a separação daqueles que tem que cumprir sua pena, sua dívida com a sociedade, este de fato precisa então cumprí-la (embora talvez nem todos precisem desse espaço). Se o afastamento, o isolamento desta pessoa dos demais é necessária, seja para proteção dos demais, ou qualquer outro fim, se justifica, o sistema jamais deve se esquecer de que este retorna. Não temos prisão perpétua nem pena de morte no Brasil. Aquele que cumprir sua pena, um dia retornará ao convívio. Ainda não sabemos como tratá-lo. Somos antagônicos em muitas ações.
As grades reforçam a periculosidade daquele que cumpre sua pena. Fico pensando nas questões subjetivas: como este se sente do outro lado da grade? Elas são mesmo necessárias para “alguns” (eleição dos bons e maus novamente). Sim, existem muitos que oferecem risco. Alguns de fato precisam do controle externo, pois seu superego não dá conta de conter sua impulsividade ou seu desejo, se sobrepondo aos anseios coletivos. E para os outros? Não são mesmo capazes de convívio? Mas também penso : como pode este sistema pretender “tratar”? se o trata como perigoso? Se isto é reforçado na própria prisão? Como pode pretender “reformar”, “reabilitar”, “ressocializar”, “reintegrar” alguém, se não acredita que este pode conviver sem grades dentro da prisão? Não pode caminhar sem algemas nos pés? Não pode caminhar sem algemas nas mãos? Não pode ir para um atendimento sem parlatório, sem grade? São então todos iguais? Todos habitam o imaginário da monstruosidade e da crueldade? E Nenhum merece mesmo conviver? Sim, vamos nos posicionar à favor das grades. Ilusão de proteção.
Ironias do sistema. Estamos todos encadeados.

Por Karine Belmont Chaves.
Em 22/08/11, após uma reunião de CTC.



No site da ESEDH – PR (Escola de Educação em Direitos Humanos - antiga ESPEN) onde participei de um Fórum de Discussões “As Grades e a Educação” (com outros funcionários – acesso restrito), onde participei de uma discussão. Fui verificar se meus pensamentos se modificaram, e olha o que encontrei:


Enviado em: 16/07/2009 09:33
Mensagem: Fantástico que se fale sobre o tema. A educação dentro do sistema penal é imprescindível. Não resisti, principalmente por tocarem na questão das grades. Sou psicóloga e trabalho na PEF. Aqui desenvolvemos atividades em grupo também, além dos atendimentos individuais (se é que podemos assim dizer dos atendimentos realizados em parlatório). Utilizamos as salas de aula às sextas-feiras, quando os professores não a utilizam. Em 2003 fui refém num desses grupos. Apesar disto, continuamos trabalhando, e ainda não colocaram as grades nesta unidade, mas sei que já solicitaram e será uma questão de tempo para que ela chegue. Vejo o sistema como um espaço sim, de risco, é de sua natureza. Mas também hoje é um espaço de possibilidades, afinal, por que falamos em tratamento penal? Se pensarmos no risco como foco, esquecemos das possibilidades. O desafio é possibilitar um espaço de intervenção (educacional, terapêutica...) com segurança, para todos os funcionários. Poderiam pensar em viabilizar as atividades através de um número maior de agentes, por exemplo, mas a solução que buscam é colocar grades entre o professor/ técnico e os alunos/presos. Mais simples. O velho dilema de encontrar um meio de "punir" e "tratar" ao mesmo tempo. Tenho uma visão muito humana do trabalho, é próprio da formação. E como não ousar na prisão? Aqui é o lugar de experimentar. Primeiro aqui deve ser capaz, para depois voltar ao convívio social. Claro que com prudência, como disse uma colega acima. Claro que fazendo uma seleção adequada do perfil dos presos que irão para estas atividades, diminuindo os riscos de eventos complicadores, como disse outra. Como querem que a sociedade os receba, como querem que sejam reintegrados, se os próprios fncionários não acreditam, não lhe abrem possibilidades, de, mesmo com precauções, conviver, estudar, se relacionar, se comportar de acordo com as regras? O sistema ainda tem muito a crescer...de fato. Mas paranebizo o espaço de troca e reflexão.


“Se você tem planos para um ano,
plante trigo ou arroz;
Se você tem planos para dez anos,
plante árvores;
Mas se você tem planos para a vida inteira,
plante pessoas.”
Provérbio chinês


Semana Acadêmica UNIFOZ



Semana passada, de 13 a 18/08, foi realizada a Semana Acadêmica da UNIFOZ, com o tema: FORMAS DE VIOLÊNICA, contou com a participação de alunos, professores e convidados, com discussões importantes sobre a temática.

Se alguém quiser contribuir com fotos e textos, fiquem à vontade...

valeu!

Vou ver se anexo meu artigo sobre violência e agressividade.

21 de mai de 2011

Psicologia Penitenciária


Chegou em minhas mãos, dias atrás, uma edicação da Revista Psique, com reportagem da colega Fátima França, gente de respeito e qualidade! Eu não poderia deixar de recomendar sua leitura:

http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/63/artigo212039-1.asp

13 de mai de 2011

O contexto da Execução da Pena: psicologia e outros atores

Apresentado por Karine Belmont Chaves em 15/04/11 no
Fórum Regional Atuação do Psicólogo no Sistema Penitenciário,
na PUC – PR, organizado pelo CRP08.
Mesa redonda:

O contexto da Execução da Pena: psicologia e outros atores

Sabemos o quanto é antiga essa história das prisões. Mas vamos pontuar alguns dados e fatos históricos que podem nos interessar, para identificar ações a que se propõe o sistema penitenciário hoje.
No Paraná, tivemos as instalações das primeiras penitenciárias em meados dos anos 20. Apenas na década de 80, a sociedade desenvolveu políticas significativas que as estruturasse. A Lei de Execução Penal n 7210, data de 1984. Também na década de 80 iniciam timidamente os trabalhos da psicologia dentro do sistema penitenciário. Em 2000, o Conselho Federal de Psicologia, reconhece a especialidade de Psicologia Jurídica (sendo uma de suas áreas de atuação a prisão), intermediando as relações entre os indivíduos e a lei. Mas não só de Psicologia Jurídica o psicólogo embasa seu trabalho nas prisões. Seu trabalho não se restringe às avaliações, como o exame criminológico, que auxilia o magistrado nas suas decisões. Nosso trabalho, diante de tantas polêmicas que estamos vivendo, é de contribuir para a reflexão, e não determinar.
A participação dos psicólogos, bem como de outros técnicos no sistema penitenciário, envolve atividades de triagem, fazendo diagnóstico , tratamento e prognóstico. Inclui-se a participação no psicólogo na Comissão Técnica de Classificação e Tratamento (CTC), desenvolvendo o plano individualizado de tratamento penal, e ainda compondo o Conselho Disciplinar. Portanto ações que vão além das avaliações solicitadas pelo meio jurídico (avaliações de mérito, laudos e pareceres, e o polêmico exame criminológico). Lembrando ainda do atendimento individual e em grupo, e que algumas vezes também se estende às famílias.
Com a criação do Departamento Penitenciário, que tem por objetivo cumprir as disposições previstas da LEP e evitar a reincidência criminal, e considerando ainda a Declaração Universal dos Direitos Humanos, e ainda as Regras Mínimas para o tratamento do preso no Brasil, que data de 1994, reforça-se um olhar diferenciado á pessoa presa, revelando uma política baseada na garantia de direitos. A Psicologia tem, portanto, também um olhar social, indissociável.
A lei assegura à pessoa presa um tratamento com “respeito à sua individualidade, integridade física e dignidade pessoal”. Mas, dentro do cárcere, as questões não são postas com tanta simplicidade. Não há como falar das prisões, sem considerar o discurso foucaultiano, que nos abre os olhos para questões internas, para os bastidores das instituições, e revela seus significados ocultos, os poderes implicados no contexto. Além da famosa obra “Vigiar e Punir”, tão conhecida para os profissionais da área, Foucault aborda em outras, como “Problematização Do Sujeito: Psicologia, Psiquiatria e Psicanalise”. Historicamente, a instituição prisão não implica apenas a exclusão, mas também, a partir do século XIX, como local destinado aos “procedimentos correcionais”. Percorremos caminhos, mudanças palpadas ora na responsabilização do sujeito, ora na responsabilização da sociedade, e por aí vai. Acompanhamos as mudanças sociais e seu desenvolvimento. Percorremos esse espaço destinado à punição, imaginando posteriormente espaço de “recuperação”. Permeados por discursos ideológicos, retratados pelos verbos: punir, penalizar, disciplinar, corrigir, recuperar, reformar, reabilitar, reinserir... e atualmente reintegrar (termo cunhado por Alessandro Baratta, 1990), revela-se então a busca de soluções para questões que vão além da individualidade, mas que consideram o ser social e suas relações. Uma nova concepção que envolve toda a sociedade.
O contexto atual da Execução Penal, já caracterizado pela decadência do discurso de recuperação, busca possibilidades na existência da prisão. Muitos falam em movimentos semelhantes ao ocorrido nos manicômios, com sua extinção através da reforma psiquiátrica. Muitos ainda a consideram lugar adequado aos portadores de transtorno de personalidade anti-social, os tão famosos psicopatas explorados pela mídia. É sim, necessário pensar sobre eles. Mas também é necessário se pensar nos ditos “neuróticos”, que acabam por totalizar, ouso dizer, algo em torno de 70% da população carcerária. Gente como entendemos, mais próximas da almejada “normalidade”.
Voltando ainda à Foucault, diz ele, que, essas profissões, como a medicina, odontologia, enfermagem, psicologia, assistência social, entre outras, funcionam como uma “máscara humanitária”, mas que no fundo,, funcionam como carcereiros. Sua visão nos sugere sermos bode-espiatórios deste sistema que perpetua o cárcere, e não abre para as relações do indivíduo com o mundo social. É preciso atentar para as armadilhas.
A prisão, disciplina técnicas de controle sobre os indivíduos, pretendendo domínio de seus comportamentos, e cria a perspectiva de segurança, que conforta a vida dos indivíduos.
Os profissionais, chamados técnicos do sistema penitenciário, necessitam ir além do trabalho disciplinar, isolado. É imprescindível ser facilitador da comunicação entre seus personagens. E, para funcionar, o trabalho necessita da interdisciplinaridade, ou transdisciplinaridade (como cita o colega Alvino Augusto de Sá), mas este não se impõe, deveria simplesmente acontecer de forma dinâmica, para um melhor enfrentamento de tão complexas questões. Muitas vezes, o trabalho é impedido por brigas de ego, ou falta mesmo de comprometimento com um trabalho que se revela “assustador”. Principalmente ainda, quando se considera formações e filosofias tão diferentes quanto às aplicadas historicamente pela segurança. O velho dilema: punir e tratar!
As ações do Ministério da Justiça, desenvolvidas pelo Departamento Penitenciário Nacional, baseiam-se em dois eixos :
- Formação Educacional e Profissional dos Apenados, Internados e Egressos do Sistema Penitenciário Nacional , e
- Assistência ao Preso, ao Internado, ao Egresso e aos seus Dependentes.
O primeiro diz respeito à elevação da escolaridade e educação profissional, com acesso ao trabalho e geração de renda; e o segundo eixo, à promoção dos seus direitos e de suas famílias, desenvolvendo sua autonomia, incluindo-os nas políticas públicas do país.
(http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJDA8C1EA2ITEMID0A92E04549BC444EBF4358C793E9539APTBRNN.htm) consultado em abril de 2011.
Temos um número significativo de pessoas presas estudando nas unidades prisionais do estado, através de um convêncio entre SEJU(Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania) e SEED (Secretaria de Estado de Educação); entretanto, esta ação não atinge à todos. Temos um número relativamente menor de pessoas trabalhando no sistema prisional, e raros são os cursos profissionalizantes, proporcionados através de convênios estabelecidos pelo governo.
Contamos no Paraná com uma Escola Penitenciária, o que também já ocorre em alguns estados, e pretende-se a construção de uma nacional em Brasília para 2012. As escolas desenvolvem ações baseadas na capacitação, com entendimento de que assim se alcança a excelência no trabalho. Mas, essas ainda não atingem a totalidade de funcionários que necessitam refletir e aprimorar suas práticas. A extinção da violência física no sistema penitenciário, não basta. Outras ações necessitam acontecer. E a segurança tem se mostrado pouco permeável às mudanças.
Pontuamos ainda a importância da parceria entre as unidades penais, Pró-egresso e Conselho da Comunidade, que necessita ser intensificada em suas relações.
O trabalho técnico oferecido à pessoa presa, não consegue se concretizar, muitas vezes, por um número ineficiente de profissionais. Temos em média um psicólogo para cada 500 presos, isto posto, é possível alcançar sua dimensão (...). Técnicos ainda se sobrecarregam com a função terapêutica e a função de avaliador, o que compromete ambas. Compromete muitas vezes a ética, o vínculo e o próprio trabalho em si. Necessitaríamos de profissionais distintos, com funções distintas.
As premissas contidas na lei, muitas vezes demoram a implementarem-se de fato, mas já percebemos algumas evoluções.
Lembrando ainda, que precisamos conhecer o sujeito que está diante de nós e escutá-lo. Diante de uma crise de moral e ética, devemos perguntar, que identidade temos, e se, de fato, queremos transformá-las; mas isso é escolha pessoal!
Por fim, reforço a necessidade de mantermos constantemente espaços de diálogo como este, que nos permitem refletir sobre a nossa prática e aprimorá-la, pois existe muito trabalho a fazer, apesar da prisão. E, este trabalho, não é possível, sem a participação da sociedade.

Karine Belmont Chaves CRP 08/09262
(origem CRP 06/58602-3)
Psicóloga, formada pela Universidade do Sagrado Coração em 1999, especialista em Psicologia Clínica pelo HRAC- USP,
cursando Mestrado Interdisciplinar em Sociedade, Cultura e Fronteiras– UNIOESTE.
Funcionária Pública da SEJU/DEPEN - PR, atua na PEF
Professora de Psicologia Jurídica do curso de Direito da UNIFOZ e também da Escola da Magistratura – Foz do Iguaçu

http://www.crppr.org.br/noticias.php?id=385

http://www.crppr.org.br/revistas/115.pdf
página 12

http://www.constantecontato.com.br/sistema/xcliente_upload/c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d/files/Forum_Regional_Mesa_O_Contexto_da_Execucao_da_Pena.pdf
_____________________________________________________________________________________

“Certa vez, assisti a um programa de televisão em que dois prisioneiros revelaram, cada um por si, quanto se haviam tornado insensíveis em conseqüência do encarceramento; tinham atingido o ponto em que já não se importavam com ninguém e não se deixavam influenciar pelo sofrimento de nenhum ser humano. Eles contaram que se haviam tornado inteiramente egoístas, totalmente imersos nas próprias vidas, que viam as pessoas essencialmente como “coisas” que ou os ajudam a conseguir o que queriam ou os impediam de conseguí-las. Aos dois homens foi dada a oportunidade de aprender mais acerca de seus antepassados. Eles se familiarizaram com o modo como seus pais, avós e bisavós tinham conduzido suas vidas – suas lutas, triunfos e fracassos. Nessas entrevistas, ambos confidenciaram a tremenda importância que essa experiência teve para eles. Perceber que seus ancestrais também haviam lutado para superá-los operou uma mudança em seus corações. Passaram a ver os outros de maneira diferente. Cada um começou a pensar : “Mesmo eu tendo cometido erros terríveis, a minha vida não acabou. Vou abrir meu caminho e sair dessa, e, igual a meus antepassados, vou deixar um legado que ajudará meus descendentes. Não importa se eu jamais sair da prisão. Eles conhecerão a minha história e as minhas intenções. Compreenderão melhor a forma como vivi aqui. ”Esses homens – sentados lá em seus uniformes cor de laranja de presidiários, sem resquício de dureza em seus olhos – haviam encontrado consciência e esperança. Isso foi resultado de voltar para casa, de descobrir seus ancestrais – sua família.
Todo mundo tem uma família. E qualquer um pode perguntar : “Qual é o legado da minha família? “Todos podemos empenhar-nos para deixar um legado.

• COREY, Stephen R. Os 7 hábitos das famílias muito eficazes. Ed. Best Seller, São Paulo, 1998. (páginas 514 e 515)

12 de abr de 2011

15/04/2011 - Fórum Regional: Atuação do Psicólogo no Sistema Penitenciário



Para quem se interessa pela temática, inscrições no site do CRP 08, para psis e não psis! evento gratuito!

1 de abr de 2011

Mais um filme brasileiro!

E a Rede Globo de televisão, resolveu exibir alguns títulos do "Cinema Nacional". Ontem quinta-feira às 22h30, foi a vez de "Verônica". Já disse em outro post, que gosto muito, de alguns que retratam dramas brasileiros, e até os indico aos alunos para trabalhar alguns aspectos das temáticas. Então, vale nota:



foto extraída do site: http://www.portaldasnoticias.com/veronica-o-filme-com-andrea-beltrao/

Verônica


"Elenco: Andréa Beltrão, Marco Ricca, Matheus de Sá, Giulio Lopes.
Direção: Maurício Farias
Gênero: Ação
Duração: 87 min.
Distribuidora: Europa Filmes
Estreia: 06 de Fevereiro de 2009

Sinopse: VERÔNICA é professora da rede municipal de ensino há vinte anos e agora, na iminência de se aposentar e passando por sérios problemas pessoais, está exausta e sem a paciência de sempre.

Um dia, na escola em que trabalha, ela percebe que ninguém veio buscar Leandro, um aluno de oito anos.


Já é tarde da noite quando a professora decide levá-lo em casa. Ao chegar no alto do morro, encontram a polícia e muito tumulto. Traficantes mataram os pais de Leandro e querem matá-lo também.

Verônica foge com o menino. Ela procura ajuda e descobre que a policia também está ligada ao assassinato dos pais do menino. Sem poder confiar em ninguém, ela decide esconder o garoto.

Assim, Verônica é obrigada a enfrentar policiais e traficantes para sobreviver. E enquanto procura uma maneira de escapar com o menino, redescobre sentimentos que estavam adormecidos na sua vida solitária e difícil."

fonte: http://www.cinepop.com.br/filmes/veronica.htm

Semanas atrás, também exibiram "Meu nome não é Jhonny", lançado no Brasil em 2008, com o ator Selton Mello ,que aborda a questão do tráfico de drogas(do qual já falamos aqui no blog).




Na semana passada, foi exibido "Cidade Baixa", um filme de 2005, com Wagner Moura e Lázaro Ramos. Este filme aborda quesdtões como prostituição, traição, gravidez indesejada, entre outros.

12 de mar de 2011

Escola Penitenciária



Temos muita satisfação, no Paraná, em contarmos com uma Escola Penitenciária, que integra o Depen -PR. Lá, além de um fórum de discussões temáticas, encontramos um acervo disponível, que, além de obras, inclui monografias e dissertações realizadas sobre o sistema prisional. Experiências e pesquisas muito ricas, ali estão compartilhadas. Dirigida com excelência por Sônia Monclaro Virmond.
Para quem se interessa na área, vale a pena conferir:



http://www.espen.pr.gov.br/index.php

20 de fev de 2011

Relato de experiência / sistema prisional


Olá colegas,alunos, etc e tal

Há algum tempo, fomos selecionados em questionários realizados pelo CFP (Conselho Federal de Psicologia), e através do CREPOP, recebemos na PEF a visita de uma das pesquisadoras da FGV (Fundação Getúlio Vargas), para conhecer o trabalho realizado por aqui. Isso já faz algum tempo (se bem me recordo... 2008),mas só agora saiu a publicação do relato de experiência sobre grupos.
Muitos dos grupos já se encerraram, mas sempre trabalhamos com o mesmo sentido, e outros ainda devem acontecer, com o apoio de toda secretaria (SEJU), coordenação (DEPEN), bem como da direção e demais funcionários (principalmente da segurança! rs).
Sei ainda que este é só um relato, mas que muitas unidades penais do estado realizam trabalhos belíssimos, pois escuto não só dos profissionais, como eventualmente de pessoas presas transferidaS, bem como acredito que também outros colegas psicólogos desenvolvam excelentes trabalhos em seus estados.

Ouso compartilhar, pois é gratificante, o reconhecimento de que um trabalho, mesmo numa micro-escala, atingindo poucas pessoas, vale muito a pena. Podem dividir críticas, pensamentos e experiências. Vou adorar!

Neste momento, minha colega psi Monica Cielo Vedoim, está a frente dos trabalhos, pois estou em licença maternidade e iniciando mestrado, mas voltarei, e quem sabe retomamos esses ou novos trabalhos!

No site do CFP, www.pol.org.br, entrar em CREPOP (direita) www.crepop.pol.org.br, e ainda à direita, "Práticas Inovadoras no sistema prisional", ou direto em:

crepop.pol.org.br/novo/wp-content/uploads/2011/02/CHAVES-Karine-Belmont.-Trabalho-do-Psicologo-Sistema-Prisional.pdf


beijo no coração de cada um!

Karine