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19 de jun de 2010

Não ao ato médico!









Hoje tivemos na Faculdade Anglo-Americano, uma discussão sobre o ATO MÉDICO. Organizada pela representante do CRP 08 em Foz do Iguaçu, Mara Baran, contou com a presença do psicólogo Dionísio Banaszewski, que já foi nosso presidente do CRP08 (Curitiba) e do advogado Waldemar Ernesto Feiertag Junior (professor colega na UNIFOZ). Eu e meus alunos da Psicologia, pudemos participar, dessa questão que urge mais e mais mobilizãção, e se refere á um projeto de lei que restringe a ação de muitos profissionais, detendo o médico poder sobre muitas ações da esfera da saúde.
Muitos profissionais, bem como estudantes (futuros profissionais), ainda não sabem do que se trata a questão, e desconsideram o fato de que influi diretamente na sua prática profissional. Imaginem, por exemplo, o psicólogo não poder diagnosticar uma depressão (ou outras doenças do universo psi),sendo necessário a ação médica para diagnóstico, tratamento ou encaminhamento? Se trata de centralizar o poder no médico, afetando uma variedade de profissões, como enfermagem, nutrição, fisioterapia, odontologia, fonoaudiologia, etc.. Se as pessoas já tem dificuldades nas consultas médicas no país de forma geral, imaginem se todas as questões tiverem que passar antes pelo médico... e os outros profissionais numa posição de passividade, servindo ao "bel desejo" dos médicos.

Ainda dá tempo de reverter, antes de ser aprovado!!!!!!!!!!!!!!!! Mas todas as pessoas precisam se posicionar. Atualize-se e divulgue!

Informações no site: http://www.naoaoatomedico.org.br

"O Projeto de Lei do Senado Nº 268/2002 (PLC nº 7.703-C/2006), que institui o Ato Médico, já sofreu algumas modificações ao longo de sua tramitação no Congresso Nacional, mas ainda condiciona à autorização do médico o acesso aos serviços de saúde e estabelece uma hierarquia entre a medicina e as demais profissões da área.

O Conselho Federal de Medicina - CFM afirma que a medicina precisa regulamentar o exercício de suas práticas profissionais, utilizando o argumento histórico de que há dois mil anos não existia um rol de profissões ligadas à saúde, ficando todo diagnóstico e prevenção sob controle dos médicos, num claro objetivo de retomar o controle do mercado.

Em campanha contra essa proposta e trabalhando com base no princípio da multidisciplinaridade na promoção da saúde, adotado pelo SUS - Sistema Único de Saúde, profissionais de diferentes categorias da área de saúde defendem que o CFM se volte para o campo democrático do debate e trate o assunto com uma visão menos corporativista, na tentativa de ampliar a discussão para melhorar o atendimento aos cidadãos. Os médicos podem e devem trabalhar a regulamentação de sua profissão, como forma de a sociedade reconhecer a competência específica desses profissionais, mas não em detrimento de qualquer outra profissão na área da saúde.

O texto atual do PL propõe o retorno a um modelo falido de atenção à saúde, centrado no atendimento clínico, individual, medicamentoso e hospitalocêntrico, o qual não encontra respaldo nem nos organismos internacionais de saúde nem na legislação brasileira, que se valem de um conceito ampliado de saúde e de cuidados.

A discussão envolve todos os profissionais de saúde. A luta tem de ser a favor de ações de saúde que possam tornar o atendimento mais democrático, amplo e eficaz. Os Conselhos permanecem em constante campanha contra o projeto do Ato Médico, demonstrando que o conceito de saúde é muito mais amplo do que apenas o de ausência de doença."

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Um comentário:

  1. Já aderi a esta campanha. Todos os profissionais da área desaúde deveriam participar.
    "NÃO AO ATO MÉDICO"!!!!
    bjs, linda!

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