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28 de jun de 2010

Delinquência Juvenil,por Julia Freitas Pequito

Bem, eu disse no início que a riqueza do blog estava na troca, no encontro... e acho que meus alunos estão um pouco tímidos... ou muito atarefados. Então, aqui vai uma interprestação de um artigo do Alvino, trabalhado em uma das aulas de Psicologia Jurídica.


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Delinqüência juvenil
A delinqüência busca a solução de histórias de conflitos, frustrações e privações, inclui também a privação emocional das relações com as figuras parentais, mais especialmente com a mãe.
Segundo Alvino Augusto de Sá, os delinqüentes não se ressocializam porque para eles não compensa, pois o crime traz soluções e benefícios a coisas que eles não podem ter de outra forma, então entende-se que a delinqüência juvenil é como uma via de soluções da privação de emoções.
Solidão é estar no meio de uma multidão de pessoas e sentir falta de uma só, essa frase foi escrita por um interno num presídio de Porto Alegre, e o que ele relata através dessa frase é a saudade de alguém de sua família, isso pode demonstrar deficiência na sua infância, falta de alguém querido para ele.
Alguns autores que referenciam o tema descrevem que a muitos tipos de privação, uma delas é a privação emocional por relações insuficientes, ou seja, a mãe não tem tempo ou não pode estar presente com uma certa intensidade na vida do filho não podendo dar carinho e atenção para o seu filho, mesmo que com passar do tempo o filho vai passando para mãe sinais e alertas e sem que ela perceba pode ocorrer a privação.
Há também a privação emocional por relações distorcidas que são os casos de mães super protetoras, inseguras no seu papel de mãe deixando assim seu filho inseguro pela super proteção e conseqüentemente deixando ele dependente da presença dela.
Essas conseqüências de privação emocional variam conforme a idade em que se deu a privação.
A mãe é a primeira pessoa a organizar a vida do filho, então o filho consegue experimentar o afeto e o apoio que a mãe passa em alguns casos, mas a casos em que não há essa experiência de forma satisfatória, tornando-se revoltada e hostil, não sendo uma coisa satisfatória.
Quando por algum motivo a mãe vem a faltar, houve então o rompimento brusco, houve também a perda do objeto e da confiabilidade sentindo então sozinha e desprotegida, tornando-se uma pessoa insegura. Aqui começa a nova vida do filho, é onde ele vai explorar e se encher de expectativas na sua nova realidade. Ele terá que buscar a segurança e a confiança de novo, se não encontrar ele vai entrar pelo caminho talvez errado, mas que venha trazer a ele todas as soluções.
Com todas as dificuldades que ele enfrentará, ele poderá entrar nas vias de soluções, ou seja, droga e vandalismo tentando achar a realidade. Essas pessoas se tornam pessoas anti-sociais, não querem mais contato com o mundo.
Esses delinqüentes e criminosos acabam entrando para a criminalidade apenas para tentar escapar de sua realidade.
Na verdade toda criança tem que ter atenção, carinho, segurança de uma mãe, tem que ser tratado como uma criança normal, talvez assim o mundo não teria tanta gente na criminalidade e na delinqüência tentando buscar uma solução e um caminho mais fácil na sua vida.
Às vezes quando estão tentando buscar a solução para seus problemas acabam apenas encontrando mais problemas fazendo com que eles tenham um “bloqueio” na sua vida, por causa das privações que a criança teve em sua juventude.

Referencia Bibliográfica

Alvino Augusto de Sá – Delinqüência infanto-juvenil como uma das formas de solução de privação emocional.

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Por Julia Freitas Pequito, acadêmica de Direito na UNIFOZ.

Valeu!!!!!!!!!!!!!!

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